DUAS AMIGAS NA PRIMAVERA

Duas jovens amigas vivenciam as alegrias da juventude festejando a chegada da estação mais gostosa do ano: a primavera.

Estas jovens são atraentes, bem resolvidas, a acabaram de cumprir com um dos rituais básicos para poder fazer suas escolhas: se formaram numa faculdade e agora estão de frente para a vida.

Sonhos se compartilham nesse momento de alegria, observando o futuro como uma força expansiva na direção do bem-estar, conforto e o prazer da vida.

As duas realizam seus sonhos profissionais, e também os românticos atraindo para si companheiros de vida cuidadosamente selecionados.

Anos depois acontece um novo encontro, desta vez em situações diametralmente opostas.

Uma delas está em cama, sentindo-se derrotada pela vida, sem forças para continuar apesar de todos os sucessos que conseguiu alcançar. Ela possui uma família linda, um esposo fiel e bens suficientes para usufruir o que comer, onde morar e onde viajar.

O que aconteceu na vida destas amigas que transitam em direções tão opostas?


LAGOSTAS E COMPORTAMENTO

Todos os seres vivos obedecem a regras claras a respeito de sua missão nesta vida, e possuem para isso instruções precisas gravadas nas suas células que indicam a obediência a um princípio: a sobrevivência.

Estas instruções marcadas a fogo no seu DNA, presente por tanto em todas as células que constituem o ser, informa sobre os movimentos (não esqueça que movimento é vida, se está vivo deve se mover), buscando de forma imperativa também proteger a vida.

E para que a vida aconteça e possa ser protegida, todo ser vivo lida com uma necessidade importante que é a expansão do seu território para ter as condições de sobrevivência asseguradas. A luta pelo território é sempre um componente vital para a sobrevivência de todo ser vivo.



E o ser humano que é (ou se acha) a cereja do bolo não foge destas tendências de comportamento, no final das contas somos apenas um animal, sujeitos às regras.

As lagostas são utilizadas pelo meio científico com muita frequência pelo fato de possuírem um sistema nervoso facilmente observável com grandes neurônios.

A tarefa científica é assim simplificada, colocando lagostas em aquários onde possam ser observadas para compreender seus comportamentos e sua fisiologia.

A lei biológica é inexorável, e a primeira coisa que as lagostas fazem é explorar o território e buscar uma toca onde possam se sentir protegidas, estabelecer o seu lar.

E como nenhum ser vivo é eterno, as instruções gravadas no seu DNA o enviam a buscar a sobrevivência da espécie, se eternizar pela prole.

E como nenhum ser vivo é eterno, as instruções gravadas no seu DNA o enviam a buscar a sobrevivência da espécie, se eternizar pela prole.

Assim, os territórios constituem o primeiro campo de batalha, o comandante do território tem assegurada a procriação.

Então a luta pelo território (e pelos melhores exemplares para a procriação) passa pela luta pela dominância, que permitirá escolher a fêmea no caso dos machos.

As fêmeas poderão escolher o macho vencedor, que se torna assim quem garante a qualidade e a segurança da prole.

Essa luta pela dominância parece fazer parte de todos os seres vivos.

Voltando às nossas lagostas no aquário, não existindo predadores naturais, nossas amigas são forçadas a viver em sociedade, observando-se os diversos estratos “sociais” que se desenvolvem a partir dos resultados desses enfrentamentos pelo território.

No final da luta está estabelecida uma “hierarquia” observando-se no topo os animais que venceram a luta; e na base os vencidos.

Por causa da extrema facilidade de observar e mensurar a composição química-cerebral destes animais, se percebeu um certo balanço químico diferente no cérebro dos “vencedores, dominantes” e dos “súditos, derrotados, perdedores”.

No grupo dos vencedores foi detectada a presença de hormônios cuja presença já foi identificada no cérebro humano: a serotonina, o cortisol e a octopamina.

E o vencedor possui a partir do seu sucesso uma postura mais ereta ,confiante e desafiadora; parece maior e impõe respeito e intimida os derrotados no jogo da vida.

O perdedor fica numa postura defensiva, tensa e curvada; a mensagem que transmite sua postura é a aceitação dos termos hierárquicos.

E essa predominância química parece permanecer estável ao longo da vida. O autor Jordan Peterson no seu livro “12 regras para a vida. Um antídoto para o caos” informa que foi subministrado a alguns desses animais medicamentos antidepressivos, os deprimidos passaram a ter posturas e comportamentos de dominância.

 

Assista este vídeo do Jordan Peterson, onde ele explica o tema que tratamos aqui.



 

Estamos falando de componentes químicos que a psiquiatria se encarrega de entregar segundo as necessidades de cada um. A pergunta que fica no ar é: é possível produzir por mim mesmo as químicas necessárias para mudar minha postura perante a vida?


O que aconteceu na vida de uma das garotas que agora está deprimida? A química cerebral foi modificada perante eventos de conflitos de perdida de territórios e de afetos. Mas na historinha que te contei ela fez sucesso na vida, onde estão as causas da mudança química que vivenciou?


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Para quem resiste ao escrito até aqui, lembre de algum momento na sua vida na qual experimentou uma transformação dolorosa após uma derrota no amor ou na carreira (perda de território) e faça sua análise para entender se você não funciona exatamente igual a outros animais.



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